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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Aeromodelismo, lição 2: partes do avião


O corpo do avião chama fuselagem. O estabilizador é aquela asa horizontal na cauda; a asa vertical chama deriva, ela tem uma parte móvel chamada leme (nome completo, leme direcional), responsável pelas mudanças de direção de um lado para o outro.

Há, lógico, as asas. As partes móveis são chamadas ailerons. Quando acionados, um vai pra baixo e outro vai pra cima, o resultado é que o modelo se inclina e assim realiza uma curva. Alguns modelos (com três comandos) não têm ailerons e fazem curvas com o leme direcional.

Alguns aeromodelos ainda têm flaps nas asas. Os flaps, quando presentes, estão mais próximos da fuselagem e são responsáveis por diminuir a velocidade e aumentar a sustentação durante o pouso.

Na foto é possível ver ainda o trem de pouso - aquela estrutura com rodinhas sob as asas (as proteções das rodas são as polainas). A rodinha na cauda chama bequilha.

O cara da foto é um Piper J3, um modelo convencional, ou seja, a bequilha fica na cauda, o que o torna um pouco mais "crítico" que um modelo triciclo. Um triciclo é justamente um avião que tem a roda pequena na frente. Nesse caso a gente chama de triquilha.

Os trainers, aviões para iniciantes, em geral têm a asa na parte superior da fuselagem como este da foto, mas são triciclos (com triquilha ao invés de bequilha). Isso por que essas características o tornam mais fácil de guiar na pista durante a decolagem.

Em breve, um post com a parte eletrônica e a motorização.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Aeromodelismo, lição 1

Você que está querendo iniciar tem muitas opções. Isso é bom, mas pode ser um pouco desnorteante. Vamos começar do começo, então.

Existem dois tipos básicos de motor para aeromodelos: motores elétricos e motores a combustão. O que é mais adequado para você?

Os modelos a combustão proporcionam uma experiência mais "real", há uma maior variedade de modelos e o equipamento é mais básico - além do avião você vai precisar só do combustível, uma bateria para dar partida, uma bomba manual ou elétrica para abastecer e um controle remoto (esse já vem com os modelos com a sigla RTF). Em contrapartida, você vai precisar  de uma pista, como a de um aeroporto, só que menor... ou seja, vai ter de se filiar a uma associação de aeromodelismo.
Alpha 40 DSM2 com rádio DX5e 2.4GHz RTF - 63"
Os modelos elétricos tem a vantagem de não precisar de um espaço tão amplo quanto os modelos a combustão. Inclusive existem modelos que podem ser lançados sem pista alguma, de baixo custo, e que só demandam uma área livre para o pouso. Por outro lado, os kits para inciantes (chamados RTF - do inglês ready to fly = pronto para voar) vêm com apenas uma bateria que dura só de 10 a 15 minutos.

Apprentice 15e PNP - 58"

Quanto ao preço, os dois tipos básicos ficam mais ou menos no mesmo, a não ser que você queira adquirir baterias extra (cada uma delas custa em média R$100), e um recarregador melhor que o que vem no kit (mais ou menos R$180)

O que eu sempre aconselho é pensar bem no espaço onde você vai voar. Existe uma associação de aeromodelismo ao seu alcance? Consulte o site da Confederação para descobrir: clique aqui. Você tem acesso a um espaço aberto seguro - um campo de futebol ou uma praça sem movimento de pessoas, ou mesmo um sítio? Lembre: um aeromodelo pode causar graves acidentes, e mesmo matar uma pessoa! 

Outra coisa legal é dar uma olhada nos modelos para iniciantes e ver se você gosta de algum modelo em particular. Como a escolha do primeiro modelo envolve vários fatores, vou fazer um post só pra discutir isso.